Canal de informações da Backer

Um espaço de esclarecimento, informação e prestação de contas das ações da Backer.

Carta aberta da Backer – 10 de junho de 2020

Nessa semana, a Polícia Civil de Minas Gerais finalizou as investigações sobre o caso Backer. O inquérito chancelou o que já havíamos dito: houve um acidente, pontual, sem intenção de causar mal a qualquer pessoa – o que não isenta nossa responsabilidade no caso.

Conscientes disso, reforçamos nossas sinceras desculpas a todos. Em especial, às vítimas e suas famílias.

[…]

Caso Backer: Fantástico mostra com exclusividade como a contaminação das cervejas aconteceu

Veja detalhes do inquérito do caso encerrado esta semana. A contaminação das cervejas levou à morte sete pessoas e deixou outras 22 com sequelas graves.

[…]

Carta da Backer

Reconhecemos que aconteceu algo lamentável e asseguramos que vamos honrar nossa responsabilidade.

Desde o início do processo, a Cervejaria Backer estabeleceu a mais estrita colaboração com os órgãos de investigação. Instalações, documentos e informações foram prontamente apresentados às autoridades.

[…]

Acolhimento

A Backer criou um canal de atendimento exclusivo para orientar e informar seus clientes, estabelecer diálogos e receber solicitações.
Horário de funcionamento: de segunda à sexta, das 9 às 17 horas.

acolhimento@cervejabelorizontina.com.br – Suporte
contato@cervejariabacker.com.br – Recolhimento
(31) 3228-8859

Perguntas frequentes

1. Quantas pessoas foram intoxicadas?

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que o inquérito encaminhado à Justiça no dia 9 de junho de 2020 reconhece 29 vítimas. Destas, oito morreram. Das 29 vítimas, somente 13 testaram positivo para contaminação por dietilenoglicol.

Para a Secretaria de Estado da Saúde, cujo critério é a notificação por prontuários médicos, são 31 casos suspeitos, quatro confirmados e um óbito.

Na ação movida pelo Ministério Público, seriam 20 pessoas aptas a receber auxílio para tratamento médico, desde que apresentem “exame toxicológico ou outro documento que comprove, de forma idônea, os danos causados”, além de recibos de despesas não cobertas por planos de saúde. Até o dia 9 de junho, apenas cinco pessoas haviam apresentado os documentos exigidos pela Justiça.

2. Como a cerveja foi contaminada?

As investigações da polícia revelam que foi um acidente pontual. Um dos 70 tanques de produção da cerveja apresentou defeito de fabricação: um furo de solda que permitiu que o líquido refrigerante que circula em sistema externo se misturasse à bebida no interior do recipiente. O tanque em questão entrou em operação em 5 de setembro de 2019, está na garantia do fabricante e foi usado para produção de Belorizontina.

3. A Backer utilizou o dietilenoglicol?

A Backer jamais usou a substância. Em todas as notas fiscais de compra de anticongelante apresentadas à Justiça só há registro da aquisição de monoetilenoglicol. Essa informação foi confirmada pelo delegado do caso em entrevista coletiva em abril. O inquérito policial concluiu que um fornecedor de São Paulo adulterava o monoetilenoglicol, acrescentando dietileno – mais tóxico e mais barato. Não há regulamentação do Ministério da Agricultura que proíba o uso do monoetilenoglicol na indústria cervejeira.

4. A água da Backer estava contaminada?

Dois laudos foram apresentados. Para a Polícia Civil, não houve contaminação na água da fábrica. Para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), sim. A Backer então solicitou perícia independente ao coordenador do laboratório de produção e análise de cervejas da UFMG, Bruno Botelho, doutor em Química Analítica. O resultado foi o mesmo constatado da Polícia Civil, isto é, que não houve contaminação na água da fábrica.

5. A Backer cometeu crime?

Segundo o delegado, houve um acidente, o que não exime a cervejaria da responsabilidade com seus consumidores. Dez pessoas ligadas à Backer foram indiciadas por homicídio culposo, lesão corporal e intoxicação de produto alimentício; três dos sócios por falta de divulgação dos riscos aos consumidores e também por não terem feito recall do produto. Em coletiva de imprensa, os advogados da Backer questionaram as conclusões do inquérito e o fato de a Polícia Civil não ter indiciado também o fornecedor que entregou líquido refrigerante adulterado com dietilenoglicol e o fabricante do tanque de fermentação defeituoso que causou a contaminação da bebida.

6. O que acontece após a conclusão do inquérito?

O inquérito policial foi encaminhado à Justiça. Os próximos passos são o Ministério Público se manifestar sobre os autos do inquérito e, em seguida, a defesa da Backer.

7. A Backer se eximiu da responsabilidade?

A Backer retirou as suas cervejas do mercado. Em coletiva, a empresa pediu que não consumissem suas cervejas. Equipes com psicólogos e assistentes passaram a atender os clientes e as famílias, e foram criados canais de acolhimento na internet e por telefone. A empresa iniciou o levantamento de informações sobre as pessoas que apresentaram sintomas para fornecer ajuda de custo, mas as tratativas com as famílias foram interrompidas pelo bloqueio de bens concedido após pedido do Ministério Público.

8. Como está a prestação de auxílio às famílias?

Todos os bens da empresa permanecem bloqueados pela Justiça e integralmente destinados ao custeio de despesas emergenciais. O bloqueio foi determinado em 12 de fevereiro, mas somente no dia 6 de marco o Tribunal de Justiça determinou regras para o reconhecimento e pagamento de auxílio: apresentação pelo paciente de laudo médico e de comprovante de despesas não cobertas por planos de saúde. Até o início de junho, apenas cinco das 20 famílias que integram a ação movida pelo Ministério Público (MP) haviam apresentado os documentos exigidos pela própria Justiça.

No dia 8 de junho, a empresa conseguiu um empréstimo inicial no valor de R$ 200 mil e o depositou em juízo. Cabe à Justiça definir quando e como esse recurso será distribuído.

Ainda em fevereiro, a Backer se reuniu espontaneamente com 14 famílias, na presença do MP, e ofereceu o pagamento de auxílio. Houve inclusive acordos sobre valores e pagamentos. Porém, antes da conclusão das tratativas, a Justiça acatou pedido do MP e bloqueou os bens da Backer até o limite de R$ 100 milhões. Mais tarde, a Justiça reduziu o bloqueio para até R$ 50 milhões, valor ainda vigente. A indisponibilidade do patrimônio inviabilizou o atendimento às famílias.

Em março, após desbloqueio parcial de bens, a empresa firmou acordo extrajudicial com uma das vitimas e, desde então, vem custeando as despesas médicas do paciente mensalmente.

Segundo o despacho do Tribunal de Justiça, o valor solicitado era “exorbitante” e poderia inviabilizar o imediato cumprimento do custeio de gastos médicos feitos pelas famílias. A decisão também estabeleceu critérios para o recebimento do auxílio por esses clientes, como a “apresentação de exame toxicológico ou outro documento que comprove, de forma idônea, que os danos causados à vítima decorreram do consumo da substância tóxica encontrada nas cervejas produzidas pela empresa”.

9. A Backer começou a ajudar as vítimas após o desbloqueio parcial? 

Imediatamente após o desbloqueio parcial dos bens a empresa iniciou as tratativas para oferecer suporte ao tratamento médico dos clientes e às famílias. O custeio, todavia, depende do cumprimento de trâmites quanto à documentação. A Backer já havia se reunido com os advogados de todas as famílias, celebrado acordos e pagamentos, quando nova decisão judicial, do dia 20 de março, elevou o limite do bloqueio, desta vez para R$ 50 milhões.

10. A Backer detém R$ 50 milhões em bens?

A Backer não é uma empresa multinacional, ou mesmo campeã de vendas no Brasil. É uma empresa familiar. Em 2018, o lucro líquido da Backer foi de R$ 980 mil reais. Além de impedir a empresa de prestar auxílio emergencial às famílias, o bloqueio de bens confundiu as pessoas, que entenderam que a Backer possuía um patrimônio desse tamanho.

11. A empresa pode vender as cervejas em estoque?

Após o Ministério da Agricultura (Mapa) analisar e certificar a boa qualidade de 219 lotes de cervejas, a Backer solicitou à Justiça autorização para vender o estoque dessas garrafas e destinar parte do dinheiro para pagamento de auxílio a pessoas com sintomas de intoxicação. Já há uma empresa interessada na compra e a Backer aguarda autorização das autoridades para concluir a operação.

Mais de quatro meses após interditar a fábrica e mandar a Backer recolher as garrafas de todas as suas marcas do mercado, o Mapa entregou à empresa no fim de maio o resultado de análises que atestam que 219 lotes do produto estão “de acordo com os padrões oficiais de identidade e qualidade estabelecidos”. As cervejas certificadas estão, portanto, aptas para consumo e não oferecem qualquer risco.

A Backer ainda possui em estoque 240 mil litros de cerveja engarrafadas e dentro do prazo de validade, ou 443 mil garrafas. A empresa vai identificar com um selo as garrafas ddos lotes testados e aprovados pelo Mapa. Nenhum dos lotes que foram objeto de “recall” será comercializado.

12. A empresa pode vender as cervejas em estoque?

A Backer está fechada desde o início de janeiro, sem poder produzir nem comercializar seus produtos. Embora a empresa possua 70 tanques, em apenas um deles foi constada falha. Em abril, após descartar qualquer contaminação, o Ministério da Agricultura liberou 66 tanques e autorizou a fábrica a utilizar o conteúdo armazenado para produção de álcool 70%, que será doado pela cervejaria para combate à epidemia de coronavírus. Outros três seguem lacrados pois receberam o líquido que estava armazenado no tanque defeituoso. Antes de voltar a produzir cerveja, a Backer vai passar por um completo processo de esterilização, testagem e certificação de todas as etapas de produção por técnicos do próprio Mapa, inclusive com adoção de protocolos que hoje não fazem parte dos requisitos de segurança do setor.


Linha do tempo

Acompanhe os principais acontecimentos e saiba as últimas notícias da investigação.

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10 de Junho de 2020

Backer se pronuncia

A Backer convocou a imprensa para prestar satisfações à sociedade e apresentar sua versão dos fatos. A empresa reafirmou que vai honrar com todas as responsabilidades perante consumidores, Justiça, fornecedores e colaboradores. A Backer também informou que vai revisar todos os processos e pretende retomar as atividades o mais rápido possível, como forma de agilizar e garantir a prestação de auxílio às vítimas.

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Em relação às vítimas, os advogados da empresa destacaram que a Backer já depositou R$ 200 mil em juízo para custeio de despesas emergenciais. O dinheiro foi obtido como empréstimo pela futura venda de cervejas em estoque que foram testadas e certificadas pelo Ministério da Agricultura. Esses recursos serão administrados pela Justiça, que definiu os critérios para recebimento do auxílio: apresentação de laudos médicos e comprovante de despesas não cobertas por planos de saúde. Das 20 pessoas que integram a ação judicial em curso, apenas cinco apresentaram os documentos exigidos pela Justiça.

Após análise do inquérito policial, os advogados da empresa questionaram a decisão do delegado de não indiciar também um fornecedor de líquido refrigerante adulterado e o fabricante do tanque de produção que apresentou defeito de fabricação. O tanque em questão entrou em operação no dia 5 de setembro de 2019, está dentro da garantia do fabricante e foi utilizado exclusivamente para produção da marca Belorizontina. O equipamento foi entregue pelo fabricante com um furo de solda no interior, o que causou a contaminação da cerveja pelo líquido refrigerante que circula externamente.

Os advogados também destacaram que todas as vítimas foram intoxicadas por dietlienoglicol, produto que a Backer jamais comprou, conforme confirmou o delegado. A substância tóxica teria sido misturada ao monoetilenoglicol, usado pela Backer, em um fornecedor de produtos químicos de São Paulo.

Veja a íntegra da coletiva da Backer.

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10 de Junho de 2020
09 de Junho de 2020

Polícia Civil conclui inquérito e aponta acidente

Em coletiva de imprensa, o delegado Flávio Grossi, da Polícia Civil, anuncia o fim das investigações e a conclusão do inquérito. Onze pessoas foram indiciadas em crimes como lesão corporal, homicídio e intoxicação de produto alimentício. Vinte e nove vítimas foram confirmadas, sendo sete fatais.

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Na apresentação, o delegado admitiu que houve um acidente, causado por um furo em um dos 70 tanques de produção da fábrica, o que teria provocado a contaminação da cerveja por líquido refrigerante. O policial informou ainda que o dietilenoglicol, substância refrigerante causadora das contaminações, foi misturado ao monoetilenoglicol, utilizado pela Backer, em uma distribuidora em São Paulo.
Leia mais em:

Polícia Civíl

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09 de Junho de 2020
08 de Junho de 2020

Backer deposita R$ 200 mil para custeio de despesas médicas

A Backer depositou R$ 200 mil em uma conta judicial para o custeio de despesas emergenciais. O dinheiro será administrado pela Justiça, que vai determinar quem deve receber ajuda fincanceira. Os recursos foram obtidos como empréstimo sobre a futura venda de cervejas em estoque, que foram testadas e certificadas pelo Ministério da Agricultura.

08 de Junho de 2020
29 de Maio de 2020

Mapa certifica boa qualidade de 219 lotes de cerveja em estoque

O Mapa entregou à Backer exames que atestam que 219 lotes de cerveja em estoque estão “de acordo com os padrões oficiais de identidade e qualidade estabelecidos”. As análises são quantitativas, ou seja, medem a concentração de substâncias tóxicas. As cervejas analisadas e aprovadas pelo Mapa são das diversas marcas produzidas pela empresa, entre elas, 78 lotes da Belorizontina. Os laudos foram emitidos mais de quatro meses após o Mapa interditar a fábrica e mandar recolher as garrafas de todas as marcas do mercado.

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A Backer solicitou às autoridades permissão para vender o estoque de garrafas testadas e certificadas pelo Mapa e destinar parte dos recursos para assistência aos consumidores com sintomas de intoxicação.

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29 de Maio de 2020
21 de Maio de 2020

Polícia Civil faz nova perícia na fábrica

Peritos da Polícia Civil entram no tanque 10 e constatam erro de fabricação no equipamento. Foi identificado um furo defeito de fabricação no interior do tanque – um furo de solda.

21 de Maio de 2020
08 de Abril de 2020

Polícia se pronuncia

Delegado confirma que Backer não compra dietilenoglicol e descarta sabotagem na fábrica.

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Em videoconferência para a imprensa, o delegado da Polícia Civil responsável pelo inquérito confirma que a Backer jamais comprou dietilenoglicol. As investigações, contudo, não concluíram ainda como o produto foi parar na cerveja. O delegado também descartou a possibilidade de sabotagem na fábrica.

Veja a íntegra da entrevista do delegado em:

Polícia Civil

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08 de Abril de 2020
03 de Abril de 2020

Audiência de conciliação com as famílias

Com o objetivo de dar rapidez à prestação de ajuda financeira a pacientes com sintomas de intoxicação e seus familiares, a Backer solicitou à Justiça que agende audiência de conciliação com o Ministério Público e representantes das famílias.

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A informação também foi divulgada no dia 9 de Abril, como envio para veículos de comunicação do seguinte comunicado:
Com o objetivo de dar rapidez à prestação de ajuda financeira a pacientes com sintomas de intoxicação e seus familiares, a Backer informa que solicitou à Justiça que agende audiência de conciliação com o Ministério Público e representantes das 13 famílias que fazem parte da ação judicial.

A Backer informa ainda que demais famílias que apresentaram tais sintomas e necessitem de auxílio devem procurar o Ministério Público, conforme determinação judicial. A Justiça já franqueou o acesso de outros clientes, mas até o momento apenas 13 famílias compõem o processo.

É importante destacar que todos os bens da empresa estão bloqueados pela Justiça e integralmente disponíveis para este fim. A Backer não tem, portanto, qualquer ingerência sobre o seu patrimônio neste momento. Todas as obrigações determinadas pela Justiça serão cumpridas nos termos definidos na ação judicial em curso.

A Backer se solidariza com as famílias e vai empreender todos os esforços ao seu alcance para solucionar a questão.

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03 de Abril de 2020
02 de Abril de 2020

Investigações continuam

A Polícia Civil emite nota na qual informa que os exames continuam sendo realizados e que ainda não há data precisa para conclusão das investigações.


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Após 88 dias de iniciadas, as investigações foram proteladas em função do novo coronavírus.

Leia a íntegra da nota em:

Polícia Civil

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02 de Abril de 2020
02 de Abril de 2020

Critérios para auxílio

Justiça reconhece medidas adotadas para auxílio a famílias e quem tem pode receber ajuda.

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Responsável pela condução do processo proposto pelo Ministério Publico de Minas Gerais (MPMG) em primeira instância, o juiz Sérgio Henrique Cordeiro Caldas Fernandes, da 23a Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, em seu despacho, declara explicitamente que medidas já foram adotadas para garantir a prestação de auxílio pela empresa, o que se dará pela venda judicial dos bens bloqueados e, ainda, afirma que não há até o presente momento descumprimento de qualquer obrigação processual por parte da Backer.

Segundo o despacho, bens da empresa foram bloqueados para “custear despesas médicas não cobertas pelos planos de saúde, bem como assistência aos familiares de pessoas que apresentaram exame toxicológico ou relatório médico indicativo da intoxicação e comprovante de despesas”. O despacho explica ainda que cabe à própria Justiça a responsabilidade de indicar as fontes de custeio de tais obrigações, dentre os bens da empresa, e liberar os valores, “na medida em que as despesas indenizatórias se apresentarem, documentadamente”.

Seguindo as decisões da segunda instância, esta mesma ordem judicial também delimita quem deve receber ajuda da Backer: um grupo de 13 pacientes e familiares que fazem parte da ação movida pelo Ministério Público.

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02 de Abril de 2020
31 de Março de 2020

Mais análises

Peritos da Polícia Civil e técnicos da Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) vão à fábrica da Backer para nova coleta de amostras em tanques de produção de cerveja.

31 de Março de 2020
20 de Março de 2020

Tanques seguem lacrados

Vence o prazo legal para retirada dos lacres que impedem a retomada da produção nos tanques sem suspeita de contaminação, mas assim mesmo a produção na fábrica da Backer segue parada.


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Após 75 dias sem resposta das autoridades, as investigações são proteladas em função de quarentena sanitária causada pela pandemia de coronavírus.

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20 de Março de 2020
19 de Março de 2020

Justiça amplia o bloqueio de bens da Backer para R$ 50 milhões

A decisão foi assinada pelo desembargador Evandro Lopes Teixeira, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

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A decisão revê a indisponibilidade de bens da cervejaria nas suas contas bancárias e nos bens móveis e imóveis, que havia sido reduzido para R$ 5 milhões em fevereiro pela própria Justiça. A nova decisão acata pedido de advogados de pessoas com suspeita de intoxicação por dietilenoglicol. Novamente, a indisponibilidade de bens trava o pagamento de auxílio para o tratamento médico de clientes e familiares já iniciado pela Backer.

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19 de Março de 2020
18 de Março de 2020

Tratativas com as famílias

Backer promove reuniões com representantes de famílias de pessoas com sintomas de síndrome nefroneural que participam de ação do Ministério Público.

Acordos foram firmados e os pagamentos iniciados.
Foi firmado acordo entre a Backer e paciente com sintomas de síndrome nefroneural, em que a cervejaria vai pagar as despesas já realizadas pelo tratamento e arcar com todos os cuidados que não estejam cobertos pelo plano de saúde.

18 de Março de 2020
17 de Março de 2020

Polícia Civil e técnicos da CDTN concluem coleta de amostras em 20 tanques de fermentação da Backer.

17 de Março de 2020
10 de Março de 2020

Testes nos tanques

Polícia inicia procedimentos para teste de estanqueidade dos tanques, com apoio do Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN), da UFMG.


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Em duas notas, divulgadas nos dias 10 e 13/3, a Polícia Civil informa que ainda não há previsão para o término dos trabalhos periciais e que nenhum resultado será adiantado, neste momento:

Nota 01 e Nota 02

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10 de Março de 2020
09 de Março de 2020

Backer fecha acordo para prestar auxílio a paciente com sintoma de síndrome nefroneural.

09 de Março de 2020
06 de Março de 2020

Desbloqueio parcial de bens

Tribunal de Justiça ordena redução do bloqueio para R$ 5 milhões, para custear os tratamentos, estabelece critérios para o recebimento de ajuda e fala sobre o risco de julgamentos precipitados levarem a uma “caça às bruxas”.

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Na decisão, o desembargador Luciano Pinto afirma que a indisponibilidade nas contas e bens da Backer no montante de R$ 100 milhões se mostra exorbitante, tendo em vista o número de consumidores afetados. O magistrado escreve: “Pelo exposto, concedo, em parte, o efeito suspensivo ativo, apenas para determinar: a) que a indisponibilidade nas contas e bens, móveis e imóveis da agravante seja reduzida para o montante de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais); b) a apresentação de exame toxicológico ou outro documento que comprove, de forma idônea, que os danos causados à vítima decorreram do consumo da substância tóxica encontrada nas cervejas produzidas pela agravante, para o custeamento dos procedimentos médicos não cobertos pelos planos de saúde, incluindo a aquisição de medicamentos e despesas dos acompanhantes, incluindo suporte psicológico”.

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06 de Março de 2020
04 de Março de 2020

Representante da Backer diz que traços ou sinais instrumentais de substâncias não configuram contaminação

Representantes da Backer compareceram espontaneamente a audiência da Comissão de Saúde e Saneamento, da Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte, que teve como finalidade debater a existência de riscos à saúde pública em relação às suspeitas de intoxicação de cervejas e seus impactos na cadeia produtiva do setor cervejeiro artesanal.


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Em sua defesa, a Backer anunciou o resultado de estudos laboratoriais que apontariam a existência de traços ou sinais instrumentais das mesmas substâncias tóxicas em cervejas de outras marcas.

A empresa afirmou ainda que a simples presença da substância não tornaria o produto impróprio para consumo, sendo necessário avaliar a quantidade presente. Esses exames foram anexados ao inquérito policial, que corre sob sigilo de Justiça.

Mais informações em: Câmara Municipal de Belo Horizonte

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04 de Março de 2020
19 de Fevereiro de 2020

Justiça dá 72 horas para a Backer custear o tratamento de saúde das vítimas. Empresa informa que não tem meios para tal devido ao bloqueio total dos bens.

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O juiz Sérgio Henrique Cordeiro Caldas Fernandes da 23ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte determinou que a Backer teria 72 horas para comprovar que está custeando os tratamentos de saúde de pessoas que teriam se intoxicado por dietilenoglicol, além de acompanhamento psicológico a parentes diretos. Os pedidos de bloqueio foram feitos pelo Ministério Público. Contudo, com todos os bens bloqueados, a empresa não tem como cumprir a determinação.

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19 de Fevereiro de 2020
13 de Fevereiro de 2020

Demissões de funcionários

Com produção parada há um mês, Backer demite 50 funcionários. Outros 150 aguardam, em casa, a reabertura da fábrica para reassumir suas funções.


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Ao todo, cerca de 650 trabalhadores, entre empregados diretos e indiretos envolvidos na etapa de produção, bem como colaboradores das áreas de distribuição e comercialização dos produtos, foram dispensados das atividades temporariamente até que a empresa retome a produção.

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13 de Fevereiro de 2020
12 de Fevereiro de 2020

Bloqueio de bens

A pedido do Ministério Público, Justiça determina bloqueio de bens da Backer no valor de até R$ 100 milhões, alegando descumprimento de acordo extrajudicial.


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A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a pedido do Ministério Público, para garantir reparação de danos a pessoas com sintomas de síndrome nefroneural. O bloqueio inclui valores, veículos e imóveis da empresa. Na prática, a indisponibilidade de bens impediu a Backer de seguir prestando auxílio a essas pessoas e seus familiares.

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12 de Fevereiro de 2020
04 de Fevereiro de 2020

Polícia confirma boa qualidade da água

Laudo da Polícia Civil contesta resultado do Ministério da Agricultura (Mapa) e afirma que água da cervejaria não estava contaminada.

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Laudo preliminar feito pela Polícia Civil e entregue a advogados da Backer indicam não haver evidências de monoetilenoglicol e dietilenoglicol no tanque em que a água entra em contato direto com a cerveja. O documento traz resultados de uma análise feita no dia 13 de janeiro por técnicos do Instituto de Criminalística da polícia e contradiz laudo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

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04 de Fevereiro de 2020
30 de Janeiro de 2020

Reunião com famílias

Backer se reúne com representantes de 14 famílias. Empresa inicia processo de acolhimento e tratativas com advogados para pagamento de despesas médicas.

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A Backer se reuniu espontaneamente com 14 famílias, na presença do Ministério Público, e ofereceu o pagamento de auxílio. Doze dessas famílias apresentaram documentos médicos e comprovantes de gastos com atendimento, e houve inclusive acordos sobre valores e pagamentos.

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30 de Janeiro de 2020
21 de Janeiro de 2020

Análise da água

Análise feita pelo laboratório de produção e análise de cervejas da UFMG constata que água usada na Backer não estava contaminada.


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A Backer solicitou perícia independente ao coordenador do laboratório de produção e análise de cervejas da UFMG, Bruno Botelho, doutor em Química Analítica. O resultado foi o mesmo constatado da Polícia Civil, isto é, que não houve contaminação na água da fábrica.

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21 de Janeiro de 2020
16 de Janeiro de 2020

Fornecedor interditado

A Backer apresenta vídeo com indícios de adulteração de monoetilenoglicol pelo fornecedor. Polícia faz buscas nessa empresa, que sofre interdição temporária.

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Mais tarde, a Polícia Civil divulgou nota em que confirma a ação. No dia seguinte, a Vigilância Sanitária de Contagem lacrou o fornecedor por falta de alvará sanitário e por fracionar produtos químicos sem permissão. Leia a nota da Polícia Civil na íntegra.

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16 de Janeiro de 2020
15 de Janeiro de 2020

Laudo contestado

Ministério da Agricultura (Mapa) informa que água da Backer estava contaminada. Esta informação será contestada, mais tarde, pela Polícia Civil.

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A informação foi anunciada em entrevista coletiva concedida por diretores do Mapa em Brasília e em nota publicada no site da instituição: Ler na íntegra.

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15 de Janeiro de 2020
14 de Janeiro de 2020

Backer monta equipe de apoio psicológico às famílias e abre canais de atendimento

É criado e-mail acolhimento@cervejabelohorizontina.com.br e instalado o canal de teleatendimento pelo número (31) 3228-8888. A diretora de Recursos Humanos da Backer inicia a visita a pacientes em hospitais de Belo Horizonte.

14 de Janeiro de 2020
14 de Janeiro de 2020

Orientação aos consumidores

Em coletiva, Backer pede que clientes não consumam a Belorizontina até que caso seja elucidado. Lotes são enviados para análises em laboratório independente.


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A entrevista foi convocada pela diretora da Backer, Paula Lebbos, e teve como objetivo preservar preventivamente a saúde dos consumidores. O apelo repercutiu amplamente na imprensa: Uol; Exame.

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14 de Janeiro de 2020
13 de Janeiro de 2020

Polícia encontra dietilenoglicol em tanque da Backer. A empresa reitera que jamais o utilizou. Exames de sangue de 4 pacientes apontam presença da substância.

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A informação sobre o dietilenoglicol foi passada pela Polícia Civil à imprensa em entrevista coletiva. Segundo a polícia, o tanque analisado é o de armazenamento do fluído anticongelante, e não nos tanques em que as cervejas ficam armazenadas. Notas fiscais apresentadas pela Backer às autoridades comprovam que a empresa jamais comprou o produto.

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13 de Janeiro de 2020
10 de Janeiro de 2020

Backer recolhe cervejas

Backer inicia recolhimento dos lotes divulgados como impróprios. Mapa interdita a fábrica, lacra os tanques e suspende venda preventivamente.


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Por meio da Resolução (RE) 103/20, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento, em todo Brasil, de dois lotes da cerveja Belorizontina, fabricada pela Backer:

– Diário Oficial da União
– Ministério da Agricultura

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10 de Janeiro de 2020
9 de Janeiro de 2020

Polícia Civil divulga laudo da perícia que constata a presença de dietilenoglicol em garrafas da Belorizontina. Backer nega uso da substância na produção.

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O laudo da perícia criminal da Polícia Civil encaminhado para autoridades estaduais e municipais da área da saúde diz o seguinte: “Informo que nas duas amostras de cerveja encaminhadas pela vigilância sanitária do município de Belo Horizonte (cerveja pilsen marca Belorizontina lotes L1 1348 e L2 1348) foi identificada a presença da substância dietilenoglicol em exames preliminares. Ressalto que estas garrafas foram recebidas lacradas e acondicionadas em envelopes de segurança da vigilância sanitária municipal”.

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9 de Janeiro de 2020
7 de Janeiro de 2020

Técnicos do Ministério da Agricultura (Mapa) vistoriam a fábrica. A Backer fornece todas as informações sobre o processo produtivo e aquisição de insumos.

7 de Janeiro de 2020
6 de Janeiro de 2020

Colaboração com as investigações

Polícia Civil vai à fábrica da Backer, coleta amostras, ouve funcionários e solicita documentos, que são disponibilizados sem restrição pela empresa.

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Em nota divulgada no dia 10/3 pela Polícia Civil, a força-tarefa que analisa a síndrome nefroneural informa que as investigações contam “com a colaboração da empresa”: Leia a nota.

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6 de Janeiro de 2020
4 de Janeiro de 2020

Quatro pessoas são internadas com sintomas da síndrome nefroneural, que incluem náusea, vômito e dor abdominal, insuficiência renal e danos neurológicos.

4 de Janeiro de 2020
30 de Dezembro de 2019

Primeiras notícias

Após mensagens circularem em grupos de WhatsApp, são notificados casos de problemas possivelmente relacionados ao consumo da cerveja Belorizontina.

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Em 30 de dezembro, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde foi notificado da ocorrência de um caso de insuficiência renal aguda com alterações neurológicas de um paciente internado em hospital privado de Belo Horizonte. Em 31 de dezembro, foi notificado um segundo caso, com os mesmos sintomas, de um paciente internado em hospital de Juiz de Fora. A partir dessas notificações, foi desencadeada uma investigação conjunta dos dois órgãos com o objetivo de esclarecimento diagnóstico, e busca de novos casos:

– Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

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30 de Dezembro de 2019