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Backer se pronuncia

A Backer convocou a imprensa para prestar satisfações à sociedade e apresentar sua versão dos fatos. A empresa reafirmou que vai honrar com todas as responsabilidades perante consumidores, Justiça, fornecedores e colaboradores. A Backer também informou que vai revisar todos os processos e pretende retomar as atividades o mais rápido possível, como forma de agilizar e garantir a prestação de auxílio às vítimas.

Em relação às vítimas, os advogados da empresa destacaram que a Backer já depositou R$ 200 mil em juízo para custeio de despesas emergenciais. O dinheiro foi obtido como empréstimo pela futura venda de cervejas em estoque que foram testadas e certificadas pelo Ministério da Agricultura. Esses recursos serão administrados pela Justiça, que definiu os critérios para recebimento do auxílio: apresentação de laudos médicos e comprovante de despesas não cobertas por planos de saúde. Das 20 pessoas que integram a ação judicial em curso, apenas cinco apresentaram os documentos exigidos pela Justiça.

Após análise do inquérito policial, os advogados da empresa questionaram a decisão do delegado de não indiciar também um fornecedor de líquido refrigerante adulterado e o fabricante do tanque de produção que apresentou defeito de fabricação. O tanque em questão entrou em operação no dia 5 de setembro de 2019, está dentro da garantia do fabricante e foi utilizado exclusivamente para produção da marca Belorizontina. O equipamento foi entregue pelo fabricante com um furo de solda no interior, o que causou a contaminação da cerveja pelo líquido refrigerante que circula externamente.

Os advogados também destacaram que todas as vítimas foram intoxicadas por dietlienoglicol, produto que a Backer jamais comprou, conforme confirmou o delegado. A substância tóxica teria sido misturada ao monoetilenoglicol, usado pela Backer, em um fornecedor de produtos químicos de São Paulo.

Veja a íntegra da coletiva da Backer: