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Carta da Backer

Reconhecemos que aconteceu algo lamentável e asseguramos que vamos honrar nossa responsabilidade.

Desde o início do processo, a Cervejaria Backer estabeleceu a mais estrita colaboração com os órgãos de investigação. Instalações, documentos e informações foram prontamente apresentados às autoridades.

A Backer sempre submeteu seus processos de produção à fiscalização dos órgãos responsáveis pela saúde pública. Seguimos todos os protocolos de produção de cerveja em vigor.

O inquérito policial ainda não foi concluído. Como um agente que jamais fez parte da produção foi parar lá? Por que ele foi misturado à cerveja?

Faltam resultados de perícias, provas técnicas, confirmações sobre laudos e muitas outras respostas.

A Backer aguarda o fim da investigação.

Desde o aparecimento do primeiro caso suspeito, atendemos 107 pessoas com dúvidas e solicitações em nossos canais de acolhimento.

Recolhemos os produtos do mercado e pedimos, em coletiva de imprensa, que os clientes evitassem consumir nossa cerveja até que soubéssemos o que ocorreu.

A Justiça só fixou os critérios para o recebimento do auxílio para tratamentos médicos e psicológicos no dia 6 de março.

A Backer se reuniu com famílias que solicitaram ajuda, concluiu acordos e efetuou pagamentos.

A Backer só cresceu e conquistou a confiança dos seus consumidores por causa da qualidade de suas cervejas. Mas ainda somos uma empresa familiar. Nossas receitas são artesanais. Não somos multinacional nem lideramos o mercado.

Nosso maior resultado até hoje foi um lucro anual de R$ 980 mil, em 2018. Já a nova ordem de bloqueio, expedida em 19 de março, é de R$ 50 milhões.

Os valores dos bloqueios de bens solicitados contra a Backer são incompatíveis com a escala do negócio.

Enquanto isso, a fábrica está fechada. O prazo para retirada dos lacres pelas autoridades públicas já expirou.

Cinquenta funcionários foram demitidos. Outros 150 aguardam em casa o chamado para voltar a trabalhar.

Pedimos um voto de confiança. A Backer tem boa-fé.

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Caso Backer: Fantástico mostra com exclusividade como a contaminação das cervejas aconteceu

Veja detalhes do inquérito do caso encerrado esta semana. A contaminação das cervejas levou à morte sete pessoas e deixou outras 22 com sequelas graves.


Um vazamento em um dos tanques de refrigeração da cervejaria Backer foi a causa da intoxicação de dezenas de pessoas em Minas Gerais, entre novembro de 2019 e janeiro deste ano. Sete morreram.


Foram onze indiciados na investigação que terminou esta semana. O Fantástico revela com exclusividade os detalhes do inquérito e mostra como a contaminação aconteceu.

Veja o vídeo da reportagem.

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Aberto em 14/1, canal de acolhimento da Backer já atendeu 107 consumidores

Desde o dia 14 de janeiro, quando a Backer criou um canal de atendimento para orientar e informar seus clientes, estabelecer diálogos e receber solicitações, 107 pessoas de diversas regiões do país já foram acolhidas. No primeiro contato, os consumidores faziam um relato da situação, expunham suas dúvidas e informavam o telefone para retorno. Em seguida, todos foram atendidos por uma equipe de composta por seis profissionais das áreas de psicologia e assistência social.

No período, a Backer também esclareceu dúvidas de 489 clientes por meio de trocas de mensagens pela rede social WhatsApp e de outros 576 por e-mail.

Dentre as pessoas atendidas pela equipe de acolhimento, 47 chamadas vieram de Belo Horizonte, 17 foram de municípios da Região Metropolitana, e outros 11, do interior de Minas Gerais. O sistema acolheu ainda 15 consumidores do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Alagoas, Paraná, Bahia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Dezessete pessoas que procuraram o serviço preferiram não informar a localização.

A maioria dos atendimentos foi de pessoas ou familiares que afirmaram ter consumido cervejas da marca, relataram algum problema de saúde e se recuperaram, mas solicitavam mais informações sobre sintomas e exames. Todos que não haviam procurado atendimento médico foram orientados a fazê-lo imediatamente.

Também foram atendidos consumidores que tinham recebido ou estavam em tratamento médico e pretendiam registrar o ocorrido para solicitar ajuda da empresa no pagamento das despesas.

Cinco pessoas que procuraram a empresa se recusaram a receber qualquer auxílio, e uma pretendia apenas devolver o produto. Das 107 solicitações recebidas, somente uma não atendeu às ligações de retorno da equipe de acolhimento.

O atendimento ao consumidor é feito pelo telefone (31) 3228-8888, de segunda a sexta-feira, ou pelo e-mail atendimento@cervejariabacker.com.br.

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Carta aberta da Backer – 10 de junho de 2020

Nessa semana, a Polícia Civil de Minas Gerais finalizou as investigações sobre o caso Backer. O inquérito chancelou o que já havíamos dito: houve um acidente, pontual, sem intenção de causar mal a qualquer pessoa – o que não isenta nossa responsabilidade no caso.


Conscientes disso, reforçamos nossas sinceras desculpas a todos. Em especial, às vítimas e suas famílias.


Reiteramos que não mediremos esforços para honrar com todas as nossas responsabilidades com as vítimas, os consumidores e a Justiça.
A conclusão do inquérito traz luz ao que de fato aconteceu, na visão do órgão investigador. Porém, considerando o que foi divulgado por diversas fontes, cabe esclarecer:


(1) Como sempre afirmamos, nunca adquirimos dietilenoglicol. Utilizávamos, sim, o monoetilenoglicol em nosso processo produtivo. Não há qualquer regulamentação que proíba a utilização do produto no processo de refrigeração externo. Tanto é que a empresa foi fiscalizada dezenas de vezes pelo Mapa, sem qualquer questionamento.


(2) As investigações da Polícia apontaram que o acidente foi provocado por um vazamento em 1 dos 70 tanques, que apresentou defeito de fabricação. Trata-se de um tanque novo, que iniciou operação dia 5 de setembro de 2019 e foi produzido por empresa referência no mercado brasileiro.

(3) Sobre o pagamento de auxílio emergencial às vítimas, reiteramos nosso interesse pleno na resolução, o mais rápido possível. Porém, todos os nossos bens encontram-se bloqueados pela Justiça. Em paralelo, a Justiça determinou regras para o reconhecimento e pagamento de auxílio. Somente na última segunda-feira, a empresa conseguiu uma antecipação de venda de estoque, no valor de R$ 200 mil, e depositou em juízo para acelerar o processo de pagamento. Cabe à Justiça definir quando e como esse recurso será distribuído.

Estamos diante de um caso raro que, certamente, serve de aprendizado para o mercado de produção de cervejas no mundo, a Medicina, a gestão de negócios e a sociedade. Temos muito a trabalhar, principalmente para honrar as responsabilidades financeiras e morais.

Agradecemos às pessoas que nos apoiaram nos últimos cinco meses. Esperamos contar com a confiança de vocês daqui pra frente.

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Backer se pronuncia

A Backer convocou a imprensa para prestar satisfações à sociedade e apresentar sua versão dos fatos. A empresa reafirmou que vai honrar com todas as responsabilidades perante consumidores, Justiça, fornecedores e colaboradores. A Backer também informou que vai revisar todos os processos e pretende retomar as atividades o mais rápido possível, como forma de agilizar e garantir a prestação de auxílio às vítimas.

Em relação às vítimas, os advogados da empresa destacaram que a Backer já depositou R$ 200 mil em juízo para custeio de despesas emergenciais. O dinheiro foi obtido como empréstimo pela futura venda de cervejas em estoque que foram testadas e certificadas pelo Ministério da Agricultura. Esses recursos serão administrados pela Justiça, que definiu os critérios para recebimento do auxílio: apresentação de laudos médicos e comprovante de despesas não cobertas por planos de saúde. Das 20 pessoas que integram a ação judicial em curso, apenas cinco apresentaram os documentos exigidos pela Justiça.

Após análise do inquérito policial, os advogados da empresa questionaram a decisão do delegado de não indiciar também um fornecedor de líquido refrigerante adulterado e o fabricante do tanque de produção que apresentou defeito de fabricação. O tanque em questão entrou em operação no dia 5 de setembro de 2019, está dentro da garantia do fabricante e foi utilizado exclusivamente para produção da marca Belorizontina. O equipamento foi entregue pelo fabricante com um furo de solda no interior, o que causou a contaminação da cerveja pelo líquido refrigerante que circula externamente.

Os advogados também destacaram que todas as vítimas foram intoxicadas por dietlienoglicol, produto que a Backer jamais comprou, conforme confirmou o delegado. A substância tóxica teria sido misturada ao monoetilenoglicol, usado pela Backer, em um fornecedor de produtos químicos de São Paulo.

Veja a íntegra da coletiva da Backer:

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Ministério da Agricultura libera parcialmente fábrica da Backer

Belo Horizonte – O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) encerrou nesta terça-feira (28/04) o processo de retirada de lacres dos tanques da Backer. Também foi autorizada a utilização da cerveja armazenada nos tanques há mais de 90 dias para a produção de álcool 70%. 

A Backer vai destinar 472 mil litros de cerveja que ficaram retidos nos tanques preventivamente para produzir aproximadamente 28,3 mil litros de álcool. Todo o álcool gerado será doado para o combate à epidemia de coronavírus.

Após o esvaziamento dos tanques, a Backer vai passar por um completo processo de esterilização, testagem e certificação de todas as etapas de produção por técnicos do próprio Mapa, inclusive com adoção de protocolos que hoje não fazem parte dos requisitos de segurança do setor. 

Os técnicos do Mapa estiveram na cervejaria acompanhados de peritos da Polícia Civil, que recolheram as últimas amostras periciais. Os tanques liberados apresentaram resultado negativo para presença de monoetilenoglicol e dietilenoglicol e estarão liberados para voltar a produzir após a certificação.

Apenas um dos 70 tanques de produção continua objeto de investigação. Outros três seguem lacrados pois receberam o líquido que estava armazenado no tanque ainda sob análise. A liberação da fábrica foi uma demanda da Backer às autoridades. Como demonstraram as investigações, não houve contaminação na água da fábrica e o problema foi pontual, não havendo razão para persistir a interdição.

“É preciso cautela, pois o inquérito ainda deve ser concluído, mas é uma sinalização importante de que foi algo pontual, isolado, que não há contaminação na fábrica. Toda a linha de produção passará por testes e certificações do Ministério da Agricultura para que a Backer possa voltar a produzir com segurança e qualidade”

disse Estevão Nejn, advogado da empresa.

Mesmo impossibilitada de produzir e sem fluxo de caixa desde janeiro, a Backer buscou preservar o emprego dos funcionários e colaboradores. Voltar a gerar receita é crucial para que a empresa possa manter seus compromissos com os trabalhadores, fornecedores e clientes.

Bloqueio de Bens

A reabertura da fábrica poderá acelerar o cumprimento do auxílio financeiro para custeio de tratamento médico e auxílio psicológico às famílias. 

Todos os bens da cervejaria estão bloqueados pela Justiça com finalidade exclusiva de atender aqueles clientes que apresentarem em juízo os comprovantes das despesas médicas, que não estejam cobertas pelos planos de saúde, decorrentes dos danos causados pelo consumo de produtos da empresa. 

Após mais de 90 dias de investigações, falta elucidar como o dietilenoglicol, que a Backer jamais utilizou na produção, foi parar dentro da fábrica. Outra questão é por que a substância foi misturada aos dois lotes de Belorizontina, uma vez que não há contato entre as serpentinas de resfriamento e o conteúdo dos tanques.

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Backer pede audiência de conciliação com famílias

Com o objetivo de dar rapidez à prestação de ajuda financeira a pacientes com sintomas de intoxicação e seus familiares, a Backer informa que solicitou à Justiça que agende audiência de conciliação com o Ministério Público e representantes das 13 famílias que fazem parte da ação judicial.

A Backer informa ainda que demais famílias que apresentaram tais sintomas e necessitem de auxílio devem procurar o Ministério Público, conforme determinação judicial. A Justiça já franqueou o acesso de outros clientes, mas até o momento apenas 13 famílias compõem o processo.

É importante destacar que todos os bens da empresa estão bloqueados pela Justiça e integralmente disponíveis para este fim. A Backer não tem, portanto, qualquer ingerência sobre o seu patrimônio neste momento. Todas as obrigações determinadas pela Justiça serão cumpridas nos termos definidos na ação judicial em curso.

A Backer se solidariza com as famílias e vai empreender todos os esforços ao seu alcance para solucionar a questão.